PALESTRA - 100 anos com Thomas Merton

19/01/2015

 

 

Aconteceu no último sábado 31 de janeiro a palestra "100 anos com Thomas Merton". Uma forma de comemorarmos seu centenário de nascimento nesse que foi um momento muito agradável de partilha de sua história. Agradecemos a todos que compareceram em especial a Dr. Marcelo Piancastelli que ministrou a palestra.

 

 

 

Biografia de Thomas Merton

Thomas Merton (1915-1968) é certamente o autor católico americano mais influente no século XX. Sua autobiografia, "A Montanha de Sete Patamares", tem milhões de cópias e foi traduzida em mais de quinze línguas. Ele escreveu mais de sessenta livros e centenas de poemas e artigos em tópicos variandos de espiritualidade monástica a direitos civis, não violência, e contra a corrida para armas nucleares.

Após turbulenta infância e adolescência, Thomas Merton converteu-se ao catolicismo romano e entrou para a Abadia de Gethesemani, uma comunidade trapista (Ordem Cisterciense da Estrita Observância – OCSO), uma das mais ascéticas ordens monásticas da Igreja Católica Romana.

Os vinte e sete anos vividos em Gethesemani trouxeram profundas mudanças no próprio conhecimento de si mesmo. Os desdobramentos de sua conversão o levaram para a arena política, na qual, se tornou consciência do movimento de paz na década de 60. Com relação ao problema racial e os problemas para a paz, como os dois principais temas do nosso tempo, Thomas Merton foi um forte defensor do movimento a favor da não violência e direitos civis, o que ele chamou de “certamente o maior exemplo de fé cristã em ação na história social dos Estados Unidos”. Por seu ativismo social, Thomas Merton sofreu críticas severas, tanto de católicos quanto de não católicos e seus escritos foram considerados incompatíveis com os de um monge. Entretanto, graças a suas contribuições e diálogos com o Papa João XXIII, à época da publicação da Encíclica “PACEM IN TERRIS" recebeu uma estola papal como sinal de gratidão.

Durante seus últimos anos de vida, tornou-se profundamente interessado nas religiões asiáticas, particularmente o Zen Budismo e promoveu o diálogo Oriente-Ocidente em termos de contemplação. Após diversos encontros durante as viagens do monge a Ásia, em 1968, o Dalai Lama o elogiou como sendo o detentor do mais profundo conhecimento do Budismo que qualquer outro cristão que havia conhecido. Foi nesta viagem para uma cofernência sobre o diálogo monástico entre Ocidente-Oriente que Thomas Merton faleceu, em Bangkok, em 10 de Dezembro de 1968, vítima de ocidente de eletrocussão. A data marcava exatamente 27 anos após a sua entrada em Gethesemani, em 10 de dezembro de 1941.

 

Texto: Marcelo Piancastelli

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